Para o meu Vasquinho. Para sempre.
EU NÃO MORRI
(tradução livre de um poema de Mary Elisabeth Frye, 1932)
Não fiques diante de minha sepultura a chorar.
Eu nunca estarei aí. Eu não durmo eternamente.
Agora sou já mil ventos que sopram
o brilho de um diamante por entre o branco da neve.
Sou a luz do sol nos grãos maduros do campo
e a chuva do outono quando chega, suavemente.
E quando despertares verás em cada silêncio matinal:
sou o voo tranquilo das aves em círculo, livres
e, à noite, as estrelas que no céu luzem eternamente.
Não fiques diante da minha sepultura a chorar.
Eu nunca estarei aí. Acredita sempre em mim,
de verdade, eu não morri!
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